A FÁBRICA DA PREGUIÇA

O lugar em que surgem, surpreendidos e orbitantes, os produtos da alma marismática, entre as torres da incerteza e a carne acumulada da solidão.

2.4.06

Volveremos sempre a esta morada,
A ardermos em silêncio no corpo
Que nos trouxe até aqui, outra vez.

Não conhecemos o destino último
Desta viagem repetida, povoadas
As pálpebras com o sol branco.

Neste lugar falamos com vozes alheias,
Sem outra vontade que nadar no vazio,
Com o rosto a procurar-se na libertação
Do poema: peixe abisal nas mãos abertas.

2006.

4 Comments:

Blogger Xavier said...

Este comentário foi removido por um administrador do blogue.

7:35 da tarde  
Blogger Xavier said...

Ei!, quem escreveu inicialmente o verso "as minhas mãos têm a idade do universo"?

Obrigado antecipado pola resposta.

Um sorriso republicano

7:36 da tarde  
Anonymous Alfredo Ferreiro said...

Caro Ramiro, admiro a nitidez do teu pensamento poético.

11:59 da tarde  
Blogger Aníbal Raposo said...

Caro Ramiro,

Vindo do meio do Atlântico aqui passei e vi, claramente, os tons vivos da nossa fala.
Voltarei.
Abraço

2:14 da manhã  

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