A FÁBRICA DA PREGUIÇA

O lugar em que surgem, surpreendidos e orbitantes, os produtos da alma marismática, entre as torres da incerteza e a carne acumulada da solidão.

5.3.06

A nossa terra

Por vezes penso que não sabemos trabalhar. Escrever como se a arte nos infundasse o valor necessário para voar e alcançar altura. E esquecer o medo que temos a SER mais do que a ESTAR vencidos.
Porque estamos vencidos só falamos da terra. Porque sempre viramos os olhos para o chão. Imitamos mal o sol, e provocamos a nossa sombra, desconhecendo a nossa imagem, todas as nossas inúmeras imagens.

O sol está dentro. Devemos libertá-lo para iluminar a terra que pisamos. Só assim reflectirá o calor que precisamos.

2 Comments:

Anonymous Ramiro said...

Com certeza, esse é um bom caminho. Talvez o único caminho real.
Pervaguemos nele, pois, sem medo. E sem mediações.
Nada menos.

11:40 da tarde  
Blogger Casteleiro said...

Responderei a estas magníficas palavras em breve.

7:25 da tarde  

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