A FÁBRICA DA PREGUIÇA

O lugar em que surgem, surpreendidos e orbitantes, os produtos da alma marismática, entre as torres da incerteza e a carne acumulada da solidão.

26.3.06

Poema

Para o Chíqui.

Corpo nascente da luz:
Adormeço a minha sombra
Nesta paisagem anterior a ti,
Estranhado neste andar primeiro
Sem rasto do meu nome.

Ocupo a raiz das habitações errantes
No espelho da minha consumação
Oculto em teus olhos arvorados, Amor.

Fico na penumbra iluminada,
Beira do tempo anulado,
Nu e livre para te encontrar.

2006.

10.3.06

5.3.06

A nossa terra

Por vezes penso que não sabemos trabalhar. Escrever como se a arte nos infundasse o valor necessário para voar e alcançar altura. E esquecer o medo que temos a SER mais do que a ESTAR vencidos.
Porque estamos vencidos só falamos da terra. Porque sempre viramos os olhos para o chão. Imitamos mal o sol, e provocamos a nossa sombra, desconhecendo a nossa imagem, todas as nossas inúmeras imagens.

O sol está dentro. Devemos libertá-lo para iluminar a terra que pisamos. Só assim reflectirá o calor que precisamos.