A FÁBRICA DA PREGUIÇA

O lugar em que surgem, surpreendidos e orbitantes, os produtos da alma marismática, entre as torres da incerteza e a carne acumulada da solidão.

3.1.06

Canção para o início do ano

Para todos vós, amigos.


Empregamos todas as artes do amor
Na criação desta casa,
Bem longe de aqui.

Dentro fluem artérias de outras vidas,
Sem memória de passos vencidos
E a necessidade de abrir-nos pelo meio:
Tão alto é o preço da viagem.
Mas permanecemos ainda no desconhecido:
É preciso chegar a luz até o fim dos dedos
Para mudar a nossa estação em morada,
E começarmos, neste espelho, a acordar.
2006.

2 Comments:

Anonymous Alfredo Ferreiro said...

Luminoso, clarividente, gnóstico. Obrigado, Ramiro.

9:03 da tarde  
Blogger Casteleiro said...

É preciso. Muito obrigado.

11:11 da manhã  

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