A FÁBRICA DA PREGUIÇA

O lugar em que surgem, surpreendidos e orbitantes, os produtos da alma marismática, entre as torres da incerteza e a carne acumulada da solidão.

20.12.05

Canção para o fim do ano.

A todos os amigos da Fábrica da Preguiça, com os melhores desejos
de horizontes abertos e limpos para a voz, para vós.

O signo da anaconda

Já o meu signo de conciliação e tempo
ficou abandonado, munindo minha voz
de uma escrita sem rosto
sem palavras
Levanta-se uma canção de vésperas
no exercício deste amanhecer

A palavra é uma diáspora dos sentidos
o relógio de uma condenação à reconciliação
a terra
mesma
que sabe a horas benévolas e sem trégua
a única conciliação dos signos a bebedeira
mágica
túmulo
das canetas e as canções aves da sombra
....
Pedro

2 Comments:

Anonymous Ramiro said...

Celebração da palavra: celebração de ser e caminhar por toda a parte com as mãos prontas para amar e arder, talvez indistintamente.
Saúde, Pedro, ao beberes este novo vinho em que moras -e em que nos fazes morar com este poema-.

9:50 da tarde  
Anonymous Alfredo Ferreiro said...

Fermoso poema, que da sua obscuridão parece falar de uma morte após a qual o poema não precisará palavras e a ausência de estas ultrapassará o derradeiro dos sentidos. Talvez.

9:37 da tarde  

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